segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eduardo Paes, o algoz da tradição carioca.


Quem mora no Rio, frequenta as praias, isso é fato.
Das patricinhas que pegam o sol da manhã no Leme com seus poodles, pinschers e york shires, passando pelos moradores dos morros cariocas que frequentam o arpoador até os gótigos, new hippies, indies, reaggers que formam rodinhas de violão nas faixas de areia à noite. Todo mundo vai a praia.

Frequentamos esses lugares, nosso pais o fizeram, nossos avós também. E eles podiam levar seus cães a Praia do Diabo, beber um copo geladíssimo de Mate com Limão, direto da lata enquanto comiam um biscoito Globo.

Desculpe-me os paulistanos, mas o Paes está agindo como um. Esta cidade não é propriedade privada para que ele faça as leis às suas vontades.
E falando em vontade, como fica a nossa?

Paes está se preocupando em esfolar trablhador pra agradar turista, ninguém perguntou aos ambulantes se eles queriam ficar em barracas (que a qualquer vento vão parar voando na Av. Atlântica como uma asa delta desgovernada), uniformizados, catalogados como gado, e nem perguntaram aos banhistas "de casa" se aceitariam a proibição do Coco, do Mate na Lata, do Biscoito Globo, do queijo...

Até hoje, e são 22 anos de praia, nunca vi ninguém morrer por ingerir algumas dessas coisas, eu mesmo sou 'usuária' do Mate da Lata (que é delicioso!). E fico a me perguntar porque nosso querido prefeito que parece ter sido "criado pela avó", soltando pipa no ventilador e jogando gude no carpete, não se preocupa com os traficantes que ameaçam a integridade física e moral da cidade e de seus frequentadores, com a mais nova onda do Crack, deixando menores de rua mais violentos, abandonados e sem rumo.

O Rio de Janeiro continua lindo, porém muito doente, e temos um prefeito fútil como uma barbie malibu querendo castrar nossas tradições e fazer carnaval-para-gringo, desviando nossa atenção de quão forte a patologia da violência nos atinge.

Paes, toma vergonha na cara e vá resolver os reais problemas desta cidade.

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